Páginas

quarta-feira, janeiro 31, 2007

NAÇÃO NAGÔ

CONHECIMENTOS SOBRE A NAÇÃO NAGÔ

Certos Orixás Nagôs, oferecem banquetes anuais, uma comunhão primitiva, rudimentar, à gente da casa.

Os mais conhecidos desses repastos comunais, muito concorridos e apreciados pelos aderentes do Candomblé, são: o Pilão de Oxalá (moço) em que predomina o milho branco (ebô), e o olubajé de Omolu-Obaluaê, em que o elemento principal, é a pipoca. O Candomblé de Ogunjá (Procópio) encerra as suas festas com a feijoada de Ogum, outra comida coletiva.

O Caruru de Cosme e Damião, embora somente para crianças, se enquadra nesta categoria.

Os dias da semana são distribuídos, de acordo com a tradição Nagô, pelos vários Orixás, obtendo-se o seguinte quadro:



DIA DA SEMANA E ORIXÁS CORRESPONDENTES:


Segunda-feira - Exu e Omolu

Terça-feira - Nanã e Oxumarê

Quarta-feira - Xangô e Iansã

Quinta-feira - Oxóssi e Ogum

Sexta-feira - Oxalá

Sábado - Iemanjá e Oxum


Na tradição Nagô é esta a lógica da combinação dos Orixás. Na terça-feira temos a chuva e o arco-íris; na quarta, os raios e ventos - a tempestade; na quinta, a caça e as artes manuais; no sábado, a água do mar e a água doce. A sexta-feira é consagrada à Oxalá, por influência do catolicismo, mais exatamente do Culto do Senhor do Bonfim. Na segunda-feira, Exu garante a felicidade dos dias seguintes e Omolu garante a saúde e o bem-estar, purificando a semana.

O Domingo se dedica coletivamente à todos os Orixás.

Os candomblés Nagôs são comunidades fechadas, no sentido de que não obedecem a qualquer governo comum, nem à regras comuns.

A autoridade espiritual e moral, emana direta e exclusivamente do Pai ou da Mãe de Santo, que só reconhece, acima da sua própria autoridade, a dos Orixás. Esta autoridade absoluta em toda força do termo, o Chefe (Pai ou Mãe) a divide com as demais pessoas que lá freqüentam, em linhas muito nítidas de hierarquia, que beneficiam especialmente os velhos e as mulheres.

A Mãe (ou o Pai) escolhe, entre as filhas, suas auxiliares na administração - uma série de iás (futuras mães-pequenas), que se encarregam de certos serviços parciais, mas de importância.

Uma dessas auxiliares é a iá-morô, adjunta da Mãe, que a acompanha em todos os serviços religiosos; duas outras são a Dagã e a Sidagã, a primeira mais velha do que a segunda, encarregadas do Padê de Exu; outra ainda é a Iá Basse, que cozinha para os Orixás; e finalmente a Iá Tebexê, que tem a iniciativa dos cânticos nas festas e giras. É claro que, se essas auxiliares falharem nas usas obrigações, o ritual perderá com isto.

Quanto ao poder espiritual, tomemos por paradigma um ritual Nagô, que nos oferece o seguinte quadro:



MULHERES - Ialaxé
HOMENS - Pegi-gã

MULHERES - Mãe-pequena (Iá-quererê)
HOMENS - Axogum

MULHERES
HOMENS - Ogãs

MULHERES -
HOMENS - Alabê

MULHERES -
HOMENS - Tocadores de Atabaque

MULHERES -
HOMENS - Tocadores de Atabaque

MULHERES - Filha de Santo
HOMENS - Filho de Santo

MULHERES - Ebomim
HOMENS -

MULHERES - Iaô
HOMENS -

MULHERES -Equede
HOMENS -

MULHERES - Abiãs
HOMENS -



O Pegi-gâ (dono do altar) e a Ialaxê (zeladora do Axé) são personagens importantíssimas, mas sem funções reais, pessoais, dentro do ritual. Os seus títulos são uma distinção especial, mas os deveres resultantes dos seus cargos são delegados à filhas da sua imediata confiança. Teoricamente responsáveis, perante a Mãe, pelo altar e pelos Axés, o Pegi-gã e a Ialaxê dão idéias e sugerem modificações para mantê-los à altura das tradições da Casa.

Substituta imediata da Mãe, a mãe-pequena (Iá-quererê em nagô) lhe está imediatamente abaixo na escala da hierarquia, como administradora civil e religiosa do Ritual; é sempre a filha mais velha na feitura do santo, lugar-tenente da Mãe (ou do Pai), a mãe-pequena está em contato mais direto com os filhos, pois a Mãe apenas fiscaliza, aconselha e dirige o ritual, enquanto a mãe-pequena, executante, acompanha atentamente a marcha das cerimônias. Também a mãe-pequena é chamada de mãe pelos filhos que lhe tomam benção e lhe fazem a mesma reverência devida à Mãe (o Pai).

O Axogum, o sacrificador de animais (o Mão-de-faca), só eventualmente exerce as suas funções, quando necessário a matança, para cerimônias religiosas.

O Axogum e o Pegi-gã são escolhidos entre os Ogãs da casa, em geral os mais constantes no auxiliar do ritual, ou os mais dedicados aos Orixás.

Os Ogãs são protetores do ritual, com a função especial e exterior à religião de lhe emprestar prestígio e angariar recursos financeiros para as cerimônias sagradas. A maior parte das vezes o próprio Orixá escolhe o Ogã entregando-lhe as suas insígnias, no nosso caso, o Machado de Xangô.

Abaixo das filhas, há ainda a Equede, a qual fez voto de servidão à este ou aquele Orixá.

Em último lugar, ficam as Abiãs. Estas não pertencem ainda, realmente, ao ritual. Estão num estágio anterior a iniciação.

Este esquema de hierarquia revela, sem sombra de dúvida, que as mulheres detêm todas as funções permanentes do ritual, enquanto que os homens se reservam apenas nas temporárias e nas honorárias.

Deve-se sempre ressaltar a importância dos velhos - não exatamente das pessoas de idade, mas das que fizeram o seu santo há mais tempo ou há mais tempo aderiram ao Ritual.

Bibliografia:
CANDOMBLÉS DA BAHIA
de Edson Carneiro

12 comentários:

Anônimo disse...

Olá sou praticante da Umbanda me chamo Paula!Eu estou estudando a Nação não sou filha de Nação ñ possuo Buri nenhum nem tenho obrigação nenhuma de nação.Mas eu gostaria de saber se é possivel existir uma nação com Ervas,ou seja substituir o sangue do animal por ervas posta na cabeça corpo e pés..no caso subistituir um quatro pé por uma erva do seu Orixa ecolocar ao invez de sangue as ervas na cabeça do filho de nação.Queria saber se o médium consegue receber a mesma vibração q ele recebe fazendo o buri com o sabgue será possivel essa troca na nação ou as ervas são apenas manipulação da Umbanda?gostaria de saber a resposta da minha duvida! Isso é existente??um bjx me mande por email aninhamorcega@hotmail.com

3:06 AM, novembro 26, 2008
Vitor Hugo disse...

Olá... em resposta ao primeiro comentário:
No candomblé, o 4 pé tem um significado na feitura (Iniciação ao santo), mas você não consegue iniciar um médium sem 4 pé... se for uma obrigação sem 4 pé, não é uma iniciação. Uma observação muito importante é que você não pode realizar nada sem ervas a erva é fundamental nessas ocasiões. Ass: Um Ogan de Airá

11:32 AM, julho 08, 2009
Anônimo disse...

Olá...
Isso é uma pena pois existem muitos filhos de Umbanda que não praticam a Nação devido ao sangue. Meu pai de santo gostaria de jogar búzios e pedir aos orixás se eles aceitam determinadas obrigações somente com ervas e plantas, mas sabemos que o preconceito com os filhos que fizerem esse tipo de ritual será grande da parte dos demais irmãos de religião.

Sds.

12:39 AM, julho 09, 2009
monicahenriquesrodrigues disse...

Olá,

Venho buscando informaçoes a respeito da restrição de filhos iniciados na nação NAGO, não podem nunca mais na vida tomar banho de mar...o meu Pai de santo fala que seria a calunga grande, mesmo assim busco em sacerdotes serios costumes africanos aonde essa proibição seja clara, caso vc conhece algum lugar aonde eu possa me aprofundar ficarei muito grata..

Muito obrigada pelo espaço,

Monica,

10:05 AM, dezembro 30, 2009
belha santos disse...

oi me chamo naldo do da nação nagô e nada do q esta escrito ai se indentifica com o nagô sou da raiz de pai adão do ilê nagô de iemanja tenho imagens no orkut **amor a oxum e veja como se faz um orixá no nagô.

4:40 PM, fevereiro 12, 2010
belha santos disse...

sou filho de santo de nildo de iemanja localizado na rua domingos luis grou numero 128 jardim piracuama campo limpo sao paulo capital,venha nos visitar e conhecer um pouco da nossa origem do recife obrigado pelo o espaço.

4:43 PM, fevereiro 12, 2010
Anônimo disse...

gostaria muito de saber a diferença entre umbanda branca e umbanda de nago se for possivel mandar a resp para meu email agradeço monikayann@hotmail.com

12:38 PM, junho 13, 2010
monika disse...

gostaria muito de saber a diferença entre umbanda branca e umbanda de nago se for possivel mandar a resp para meu email agradeço monikayann@hotmail.com

12:39 PM, junho 13, 2010
Anônimo disse...

gostaria de saber tudo sobre a umbanda branca e a nagô... se alguém poder me conceder essas informações fico grata. abraços a todos. axé

6:28 PM, novembro 29, 2010
Anônimo disse...

Oi me chamo lindy gostaria muito de saber a diferença entre umbanda branca e nagó frequento m centro que é umbanda branca com nagó e agora o que significa os dois juntos almenta a corrente? me respondaão por favor to confusa preciso de esclarecimento, obrigada se poder enviar para meu email é: linda_doya@hotmail.com

8:49 PM, maio 17, 2011
Anônimo disse...

sou da linha de nago, vim aqui quebrar demanda,que NOSSO SENHOR , mandou, fala a lingua de zambi o cidade!

12:38 PM, outubro 04, 2011
Angelica disse...

Oi,meu nome é Angelica sou de Maceió da nação nagô sou filha de santo do pai José Ernesto mais conhecido como Pai Zeca,neta de Maria Amélia,bom o que percebi é que o post aí não tem muito a ver com o nagô,as pessoas precisam conhecer mais o nagô raíz e não essa mistura que fizeram e chamam de "nagô".

1:47 AM, novembro 08, 2012
 
UMBANDA | by TNB ©2010